Um deísta no século XXI








Por Joseclei Nunes.
Edição: Thiago Henrique Gonçalves.

Século XXI.

  Nos dias de hoje, nossa sociedade vive uma tradição em que talvez certas questões não fossem postas à prova. Vivemos num mundo multidiversificado, onde as crenças são inclusas nesse aspecto. Dentro desse panorama, onde se enquadra o deísta?
   Desde o surgimento do iluminismo no século XVII, começamos a questionar coisas que naquela época era morte certa, com inquisição na Espanha, em Roma e em muitos lugares da Europa, passou a se questionar o que realmente é verdade dentro do que nos ensinaram a aceitar como a verdade.
   Passando por muitos anos e chegando ao século XXI, começamos a questionar se tudo que se prega pela tradição, é realmente verdade.
   Hoje o mundo é dividido em muitas crenças, muitas formas de se ver Deus, e muitas formas de se ver Jesus, Maomé, Buda, nisso observamos que muitas pessoas que seguem a esses seres “evoluídos”, fazem o oposto ou esquecendo a essência do que seus líderes idealizaram.





   E onde fica o deísmo nisso? Se olharmos e analisarmos o mundo hoje pela óptica deísta, notamos que, cada um de nós vai pensar de formas diferentes, pois o deísmo é isso, te proporciona certa liberdade de análise, em que e como você pode acreditar, mas como fica o deísmo em pleno século XXI?

   Hoje observamos formas de crenças e não crenças, como por exemplo, em países protestantes, onde agora são ateus, como em países católicos, onde tem que se dividir sua popularidade com os protestantes e islãs e com o crescimento da literatura ateísta.
  Em comparação à força e tamanho das religiões, e do ateísmo, o deísmo não tem forças suficientes para ser exposto e respeitado, bem quisto como filosofia e ideologia de vida, apesar de ícones da humanidade ter sido adeptos a tal filosofia e ideologia, tais como: Rousseau, Voltaire, John Locke, Thomas Paine, e Anthony Flew que a pouco expôs em seu livro Deus existe, que deixou de ser ateu para se “converter” ao deísmo.
   Mas o deísmo ainda tem a muito a oferecer. Com as guerras religiosas e as formas preconceituosas e ditatoriais de suas respectivas religiões, muitas pessoas acabam se afastando de suas crenças e acabam virando ateus ou agnósticos, e não deístas, mas porque não, porque é muito mais fácil você virar ateu ou agnóstico do que ser deísta, mas na verdade, muitas dessas pessoas acabam sendo deístas e por não conhecerem, viram ateus ou agnósticos.
  O deísmo te da à liberdade que muitas religiões teístas não dão, porque elas acreditam em livros que se dizem sagrados e te regra de o que é certo ou errado, mas se virmos no antigo testamento, Deus te da o livre-arbítrio para você escolher o seu próprio caminho, e é isso que o deísmo, em tese oferece, pois você continua crendo em um Deus da sua própria forma sem depender em ficar preso a um tipo de doutrina, pois invés de pregar o amor como seus profetas, se mata para ganhar mais membros e forças, pois você pode crer de sua forma, utilizando a razão e até mesmo seguir a esses “indivíduos de luz” da forma do seu entender.
  O deísmo é isso, mas para um dia poder conhecer, é pesquisando e usando sua própria razão, mas sempre em prol do bem e sem preconceito ao próximo. 


8 comentários:

  1. Muito bom, viva o Deísmo a melhor filosófia relgiosa para um mundo melhor, respeito, paz, amor, igualdade e justiça. Viva o verdadeiro Deus o que te deu razão e livre arbitrio para pensar de sua forma.

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  2. Nunca tinha ouvido falar em deísmo, era deísta
    sem saber, pois creio em Deus mas não concordo com
    nenhuma religião, querem mandar até em nossos pensamentos,minha mãe é um robÔ da igreja tenho dó dela espero que ela um dia acorde para realidade!

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  3. Olha, sinceramente não me preocuparia com isso.

    O deísmo é uma filosofia pessoal, cabendo interpretações dentro da sua essência, justamente por ser pessoal. Filosofia, atitude; ação.

    Não me importa quantos somos deístas, 100, 1.000, 1.000.000...., basta-me saber que sou deísta, afinal não somos sociedade, organização, comunidade deísta. Somos deístas por sermos deístas, por acreditarmos na essência filosófica do deísmo, razão, lógica e as forças universais naturais. Se o deísmo um dia passar a ser enquadrado como uma comunidade, perderá todo o sentido filosófico original, se organização fossemos, nivelaríamos a qualquer outra religião ou filosofia doutrinada.

    Espero que o deísmo sobreviva diante do processo evolutivo no qual a humanidade está passando, ai sim talvez num futuro breve possamos ter o deísmo mais difundido, aplicado e compreendido. Muitas pessoas têm tendências deístas, são até deístas, porém não sabem que sejam, desconhecem a filosofia, pouco a pouco as religiões estão perdendo suas forças doutrinadoras, as pessoas estão hoje mais esclarecidas e procurando respostas. Há muito o que evoluir, mas a evolução é uma constante.

    E dentro dessa evolução o deísmo pode se tornar uma filosofia abrangente dentro da religiosidade de cada um, porque ao invés de tradição, o deísmo pode agregar-se a questões culturais, independente de onde ocorra essa cultura. Então poderemos num futuro breve várias interpretações deístas sobre a mesma essência, dependendo da cultura local e pessoal.

    Eu já vejo isso acontecendo, conheço alguns espíritas, católicos, protestantes, maçons... que tendem a filosofia deísta, só não a compreendem.

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  4. Quando vejo a seguinte frase "Se converteu ao deísmo" , vejo um alto grau de erro ! O deísmo não é religião para converter ninguém, ele é apenas a mudança do raciocínio robotizado ao raciocínio lógico ! Converter não se encaixa nesta opção !!

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  5. qual o motivo de deus nos dar o livre arbítrio se não podemos fazer o que acharmos correto? jamais concordarei com qualquer que seja a religião que diga como devo me comportar ou pensar.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Antes de me entender deísta, me sentia uma estranha no ninho,ingrata e desleal c/minha família. Agora estou em paz c/o mundo, c/a vida e c/Deus.

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  8. Fico feliz em saber que há pessoas a manter o pensamento deísta em voga. O número de ateus seria menor se mais gente conhecesse o termo. Afinal de contas, alguns indivíduos se declaram descrentes por não conhecerem outras formas de acreditar sem a tutela de uma religião.

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